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O desemprego em Guimarães

Alfredo Oliveira
Opinião \ quinta-feira, setembro 14, 2023
© Direitos reservados
O destaque desta edição vai para o problema do desemprego no nosso território, principalmente na área do têxtil e vestuário, onde os salários são baixos e as qualificações também são baixas.

Perguntei ao Chat GPT o que era o “pior do desemprego”. Começou por dizer que “O desemprego é uma situação difícil e pode ter uma série de impactos negativos na vida das pessoas e na sociedade como um todo”.

Depois, elencou dez aspetos “mais preocupantes” e “prejudiciais” associados ao desemprego. Dois deles estavam relacionados com questões financeiras e económicas, nomeadamente a falta de um salário que leva a que essa pessoa não possa suprir as suas necessidades e, naturalmente, um problema mais geral, caso da quebra de consumo e produção que poderá levar a uma recessão da economia.

Todos os outros oito aspetos elencados prendiam-se mais com aspetos sociais e mentais da pessoa desempregada. A questão da saúde mental, a perda de autoestima, as consequências nas relações pessoais, bem como o acentuar das desigualdades sociais surgem referenciados.

Naturalmente que o leitor já terá pensado que não é necessário a ajuda do Chat GPT para conhecer esta triste realidade e, tem toda a razão, pois essa ferramenta não diz nada que o Homem não tenha colocado à disposição dessa mesma aplicação.

O que o homem não consegue fazer é dar essa mesma resposta de uma forma tão rápida. O tempo que demorei a escrever o primeiro parágrafo foi maior do que a resposta que me apareceu no ecrã do computador “escrita” pelo Chat GPT.

O mundo atual vive numa voragem vertiginosa do consumo do tempo. O dia continua a ter 24 horas, mas não são “as mesmas” de há duas décadas. Num mundo que vive tão “acelerado”, as indústrias mais tradicionais continuam a ter sérias dificuldades para se ajustarem a este ritmo e também a uma concorrência que surge de todos os cantos do mundo, situação agravada pelas consequências provocadas pela guerra na Ucrânia.

Qualquer altura do ano é trágica para o encerrar de uma empresa, mas todos sabemos que as férias de agosto são terríveis para muita gente. Todos conhecemos casos de empresas que fecham para as férias e nunca mais abrem. Os meses que antecedem esse final de ciclo são quase como uma crónica de um “fecho” anunciado. Existe sempre uma esperança que tal não aconteça, mas existe a tal angústia de gozar umas férias que podem terminar no desemprego.

O destaque desta edição vai para o problema do desemprego no nosso território, principalmente na área do têxtil e vestuário, onde os salários são baixos e as qualificações também são baixas.

A Associação Têxtil e Vestuário de Portugal culpa a “economia de guerra” e a legislação laboral por potenciar este problema, no município português (Guimarães) que mais receitas arrecada em exportações de têxteis (setor que representa quase 60% das exportações do concelho, em 2022).

O Chat GPT também apresenta dez soluções para combater o desemprego, que todos conhecem. O que falta, na maioria das vezes, é uma coordenação entre o governo, as empresas e a sociedade em geral, sem esquecer a visão do empresário.

Boas leituras!

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