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Portugal sempre foi um país de emigrantes

Alfredo Oliveira
Opinião \ sexta-feira, agosto 12, 2022
© Direitos reservados
O destaque desta edição vai para as histórias dos nossos emigrantes que “mais do que duplicam a população” em muitas das aldeias portuguesas.

Portugal sempre foi um país de emigrantes, ouve-se com frequência. A frase pode parecer um exagero, mas quem o afirma reporta-se aos últimos séculos, mais concretamente a partir da vida do Infante D. Henrique, o Navegador. Temos, a partir de meados do século XV, o que podemos chamar de uma primeira vaga, iniciada pelos portugueses, do que se considera como “processo de globalização”.

Nessa altura, a opção de Portugal pelo mar foi natural. Barrado a Norte e a Este pela Espanha, só tinha o oceano para se expandir. Este período levou os portugueses a todos os cantos do planeta (perdoe-se a expressão), que as viagens pelos oceanos foram evidenciando.

Se, com Espanha, existiu sempre uma proximidade nas zonas raianas, com o resto do continente europeu, este só se tornou uma verdadeira opção para os portugueses muito recentemente. A própria Europa, até essa altura marcada pela emigração intercontinental, passou a ser um território de acolhimento de imigrantes.

Com a Europa destruída pela II Guerra Mundial e os países a necessitarem de mão de obra, os portugueses emigram em grandes levas a partir dos anos sessenta do século XX. Em 1966, emigraram (legalmente) cerca de 120 mil portugueses e, certamente, outro tanto “a salto”. Nesta década, registou-se uma diminuição da população em Portugal e o distrito de Braga registou o maior número de emigrantes a nível do país.

A partir dessa altura, o número dos nossos emigrantes vai variando de acordo com a situação económica do nosso país e dos países europeus.

Em 2014, bateu-se o recorde de emigrantes portugueses, com cerca de 135 mil, mas nestes últimos anos a emigração ilegal apresenta valores muito baixos.

São também períodos em que a formação e qualificação dos portugueses é diferente, com uma maior especialização neste último período do que nos anos sessenta.

O destaque desta edição vai para as histórias dos nossos emigrantes que “mais do que duplicam a população” em muitas das aldeias portuguesas e que mexem com a “vida” desses territórios no período estival.

São as histórias de vida dos que procuram fora do país aquilo que Portugal não lhes consegue oferecer. São recordações que ficam e ambições que procuram ser concretizadas bem longe das freguesias onde nasceram.

 

Em tempo de início de nova época do futebol, o destaque vai para um estudo sobre a geografia das equipas da primeira divisão, tendo como referência o Vitória Sport Clube.

A Associação de Futebol de Braga é a que apresenta na próxima época mais equipas (cinco), mas este poder não se traduz, nem em resultados, nem em relevância nas principais instâncias desportivas e na comunicação social a nível nacional.

 

Umas boas férias e boas leituras.

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