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Puxar a brasa à nossa sardinha

Alfredo Oliveira
Opinião \ quinta-feira, novembro 10, 2022
© Direitos reservados
O pressuposto máximo da degustação do bolo de carne ou de sardinhas continua a ser (fui descobrindo) a conversa que se vai ter com os amigos.

Quando era jovem, uma das coisas que me fazia confusão era sentir o entusiasmo dos mais velhos, quando falavam numa deslocação a uma tasca, para se petiscar um bolo de carne ou de sardinhas. Sinceramente, não via o que tinha de especial algo redondo, feito de farinha com uns bocados de carne ou sardinhas espalhadas pelo interior.

O mistério adensava-se quando verificava que, para aumentar a felicidade do grupo, o petisco era acompanhado de um verde tinto bem carrascão.

O que é certo é que, com o avançar da idade, começamos a ver as coisas de outra perspetiva e o próprio paladar também se vai reajustando às circunstâncias da vida.

A ida a uma tasca, nestes tempos, recuperar esses petiscos de outrora, até pode ser vista como algo de resistência aos tempos de uma comida mais “globalizante”. No entanto, o pressuposto máximo da degustação do bolo de carne ou de sardinhas continua a ser (fui descobrindo) a conversa que se vai ter com os amigos.

Nesta edição, o destaque vai para a “resistência” de alguns espaços que continuam a manter a tradição da confeção do bolo que tem de ir a um “forno de lenha mais ou menos a 180 graus”, esperar cerca de uma hora, até o interior do forno ficar branco e, depois, são mais dois a três minutos, para chegar à mesa.

 

Fernando Dias de Carvalho Conceição marcou um tempo no “Liceu” de Guimarães. Ligado ao poder antes do 25 de Abril, teve a capacidade de fazer uma transição para o Portugal democrático, sempre pautando a sua intervenção pela defesa das questões educacionais e do património. Com 99 anos de vida, o “doutor Conceição” recorda, nesta edição, alguns dos momentos marcantes que viveu, afirmando que fez “sempre aquilo que sentia que era necessário fazer”.

 

Nesta edição, até por causa de toda a polémica que a sociedade vimaranense vive com a questão do Laboratório de Hemodinâmica do Hospital Senhora da Oliveira – Guimarães (HSOG), que foi financiado por empresas e cidadãos e sem funcionar há quatro anos, será de ter em conta o alerta do nosso cronista José Cotter. O Diretor do Serviço de Gastrenterologia do HSOG antecipa a reforma dos cuidados de saúde, afirmando que, quando se fala da “racionalização e otimização de recursos, fala-se associadamente em encerramento de Serviços e valências”. Assegura que os vimaranenses vão ter de lutar pela manutenção de “cuidados dignos de proximidade que a nossa população merece” e que não se poderá menorizar o HSOG “em nome de qualquer pretensa racionalização de recursos”.

Boas leituras!

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