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São Domingos de Guimarães na noite dos museus

Gonçalo Cruz
Opinião \ sexta-feira, maio 15, 2026
© Direitos reservados
A investigação permitiu também uma classificação formal do edifício, na sua fase fundacional, no contexto do gótico do Norte de Portugal.

O estudo da evolução do edificado urbano recolhe contributos de diferentes áreas do saber, consoante os estudos e intervenções que se vão realizando. Falamos da Arqueologia, da Arquitetura, da História da Arte, da Geologia... Ciências cujo cruzamento pode fazer toda a diferença nos resultados que se podem vir a obter. Aos poucos, um convento medieval vimaranense – São Domingos, extramuros – vai sendo cada vez mais conhecido, fruto de algumas iniciativas de áreas distintas. Foi assim com os trabalhos arqueológicos realizados pela SMS no antigo claustro do convento, em 2020, no contexto das obras de reparação então efetuadas no piso inferior do mesmo. É também o caso do projeto de investigação finalizado em 2025 pelo jovem arquiteto Diogo Barbosa, que estudou a evolução histórico-formal do edifício conventual.

Dividido atualmente em duas funções institucionais distintas – a igreja como sede da Paróquia de São Paio, o claustro onde funciona parte do Museu Arqueológico da SMS – o antigo conjunto monástico, que foi um dos principais polos aglutinadores da vida religiosa da cidade, tem hoje uma implantação discreta no tecido urbano. Restam, no entanto, vestígios expressivos do antigo edifício, (re)construído neste local a partir do século XIV, desde logo o fantástico claustro gótico, Monumento Nacional há mais de cem anos.

Um dos capiteis do claustro gótico de São Domingos de Guimarães

A investigação desenvolvida por Diogo Barbosa pode considerar-se o primeiro estudo integrado do conjunto, desde logo pela realização do notável levantamento arquitetónico e fotográfico dos vários "fragmentos" que subsistem do monumento. Esta tarefa, cruzada com a pesquisa documental, permitiu obter uma cronologia muito detalhada da evolução do convento. A jusante, a investigação permitiu também uma classificação formal do edifício, na sua fase fundacional, no contexto do gótico do Norte de Portugal.

Este e outros aspetos, serão explorados na visita guiada que terá lugar no próximo dia 18, Dia Internacional dos Museus, às 21 horas, na SMS.

 

Gonçalo Cruz

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