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Vitória Centenário

Alfredo Oliveira
Opinião \ quinta-feira, setembro 22, 2022
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Somos persistentes e resilientes como demonstra o sócio mais antigo do clube. José Luís, associado desde 1943, há 79 anos, é um exemplo disso: “Olhando para trás, sem o Vitória era uma vida vazia”.

Esta é a segunda vez que o destaque é ocupado pelo Vitória Sport Clube. Da primeira vez, foram as eleições, a cinco de março, disputadas por António Miguel Cardoso, Alex Costa e Miguel Pinto Lisboa que o primeiro venceu, tornando-se o presidente do centenário.

Um clube com 100 anos de existência tem muitas histórias para contar e muitas pessoas para recordar e reconhecer, sem esquecer a forma como mexe e agita a sociedade onde se insere. Como escreve Domingos Bragança nesta edição, “são 100 anos em que diversas gerações aspiraram pelo seu sucesso, choraram as suas alegrias e tristezas, tomaram como “sua” a vida da instituição”.

Somos vitorianos porque nos identificamos com o território onde vivemos com toda a envolvência histórica que isso possa provocar numa população. Não será por acaso que o emblema do clube está identificado com o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques e também não será por acaso que, nos anos 30 do século XX, o arqueólogo Mário Cardoso, ao desenhar o emblema do clube, colocou “as cores preta e branca” como princípio de “admissão de todos sem distinção”.

Por isso, talvez, não somos do tipo de adeptos que se identifica com um clube porque ele ganha sistematicamente títulos, nem que está representado ad nauseam nos principais órgãos de comunicação social. Naturalmente, não gostamos nada de viver em sofrimento e desilusões constantes, mas isso não nos leva à desistência.

Somos persistentes e resilientes como demonstra o sócio mais antigo do clube. José Luís, associado desde 1943, há 79 anos, é um exemplo disso mesmo: “Da maneira como sou, dado o gosto que tive toda a vida com o Vitória, olhando para trás, sem o Vitória era uma vida vazia”.

Apesar desta envolvência, o palmarés conquistado durante estes 100 anos não faz jus a todos os que se dedicaram e dedicam ao clube e à sua massa associativa.

Esperemos que a entrada neste novo século de vida marque uma viragem nesse palmarés ao nível do futebol e que os títulos nacionais conquistados noutras modalidades também comecem a acontecer no futebol.

Como afirma o atual presidente do clube, projetando esse futuro com otimismo: “Queremos um Vitória Sport Clube mais forte, tanto dentro de campo como fora dele, a cumprir os pergaminhos com que foi criado”. Assim aconteça.

Boas leituras e “Viva o Vitória”!

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